Quando vale a pena migrar para o Lucro Real
Existem 5 sinais objetivos que dizem se o Lucro Real vai reduzir ou aumentar a sua carga tributária. Eliminamos o achismo.
Sinal 1 — Margem bruta abaixo de 30%
Se sua margem está apertada, o Presumido cobra imposto sobre lucro que não existe (presunção fixa de 8%). O Lucro Real apura sobre o que realmente sobra — e isso muda o caixa.
Sinal 2 — Alto volume de compras com NF
PIS/COFINS não cumulativo no Lucro Real gera 9,25% de crédito sobre mercadoria adquirida, frete de compra, embalagem, energia do CD, aluguel. Operação intensiva em compra = crédito alto = imposto menor.
Sinal 3 — Taxa de marketplace acima de 15%
Mercado Livre Full, Amazon FBA e Shopee chegam a 20%+ de taxa. No Presumido, essa taxa é só despesa. No Real, parte vira crédito (frete e armazenagem) e o lucro real menor reduz IRPJ/CSLL.
Sinal 4 — Folha de pagamento relevante
Folha gera crédito de PIS/COFINS sobre encargos previdenciários patronais em algumas atividades. Em operações com 10+ colaboradores, o impacto é material.
Sinal 5 — Prejuízo fiscal acumulado
Empresas com prejuízo fiscal podem compensar até 30% do lucro de exercícios futuros — só no Lucro Real. Para negócios em fase de turnaround, isso é decisivo.
Quando não migrar
Margem acima de 40%, folha enxuta, faturamento abaixo de R$ 2 mi/ano e operação estável. Continue no Simples ou Presumido — Real só aumentaria custo de operação sem reduzir imposto.
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